São Tomé e Príncipe assinou
o Tratado de Proibição de Minas a 30 de Abril de 1998. De acordo
com oficiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Parlamento
aprovou para ratificação o Tratado em inícios de 1999, mas
o Presidente ainda não assinou-o por causa de outros assuntos
urgentes[1]. São Tomé e
Príncipe não assistiu nem à Primeira e Segunda
Reuniões dos Estados Partes respectivamente em Maputo em Maio de 1999 e
em Genebra em Setembro de 2000, nem participou em nenhum encontro intersessional
em Genebra nos dois últimos anos. São Tomé e
Príncipe esteve ausente durante o voto da Resolução 55/33 V
da Assembleia Geral da ONU em prol do Tratado de Proibição de
Minas de Dezembro de 2000 tal como o tinha feito no ano anterior. Pensa-se que
São Tomé e Príncipe nunca produziu ou exportou minas
antipessoal e de acordo com Luis Maria, membro do Gabinete do Chefe de Estado
Major das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe,
não existe nenhum arsenal de minas antipessoal no
país[2]. A Embaixada da
República Democrática de São Tomé e Príncipe,
confirmou que São Tomé e Príncipe não está
afectado por minas[4]. E de mencionar
que a guerra de libertação não comportou combates armados e
este Estado insular não esteve em estado de guerra desde a
independência.
[1] Entrevista telefónica
com a Dr. Ana Paula Alvim, Departamento dos Assuntos Bilaterais no Gabinete da
Cooperação Internacional, Ministério dos Negócios
Estrangeiros, São Tomé, 3 de Julho de 2000. [2] Entrevista telefónica com Luis Maria,
Gabinete do Chefe de Estado Major das Forças Armadas de São
Tomé e Príncipe, São Tomé, 26 de Março de
1999. [4] Encontro com o serviço do
Protocolo para a entrega de um questionário relativo ao Landmine Monitor,
Lisboa, 17 de Janeiro 2001.