EAST TIMOR, Translations - Landmine Monitor Report 2002
TIMOR LORO SAE
Timor Leste tornou-se um Estado independente em 20 de Maio de 2002. Pouco
antes disso, em 30 de Abril de 2002, o Governo de Transição de
Timor Leste aprovou uma lista de Tratados ou Convenções aos quais
Dili iria aderir quando fosse totalmente independente. A lista incluía
entre outros o Tratado de Proibição de
Minas.[1] Em Maio de 2002, o Brasil
ofereceu-se para apoiar o recém criado governo nos trâmites
necessários para a adesão de Timor
Leste.[2]
Aparentemente, os combatentes para a independência das Forças
Armadas de Libertação Nacional de Timor Leste nunca produziram,
obtiveram ou utilizaram minas. Não existem provas que qualquer dos lados
tenha utilizado minas antipessoal durante o conflito entre 1975 e 1999, que
lançou os combatentes para a independência contra as Forças
Armadas da Indonésia.[3] Em
Março de 2002, oficiais de Timor Leste confirmaram que não foram
colocadas minas antipessoal ao longo da fronteira com Timor Occidental,
incluindo o enclave de Oecussi em Timor Occidental que pertence a Timor
Leste.[4]
Embora Timor Leste não esteja aparentemente afectado pelas minas, tem
havido problemas com outros tipos de munições por explodir. Em
2000, a Administração de Transição para Timor Leste
da ONU (UNTAET) iniciou uma campanha de informação pública
com mensagens de rádio e posters para melhorar a consciência quanto
aos perigos relativos aos engenhos explosivos. A polícia civil da UNTAET
e a Força de Manutenção de Paz estabeleceram Procedimentos
Padrões Operativos para engenhos explosivos, e um Centro de Controlo
sobre engenhos explosivos foi criado em Dili para reunir
informação.[5] O
Landmine Monitor Report 2001 referiu vários incidentes com
engenhos explosivos em 2000.[6]
[1] “Timor Leste: Dili aprova conjunto de
Tratados Internacionais, Convenções” LUSA, Timor Leste, 30
de Abril de 2002. [2] Comentários
orais de Fernando Silva, Missão Brasileira para ONU, Comité
Permanente sobre o Estatuto Geral e Operativo da Convenção, 27 de
Maio de 2002. [3] Existem relatos
contraditórios da utilização pelas forças
indonésias anteriores a 1975. There are conflicting reports of use by
Indonesian forces prior to 1975. Ver Landmine Monitor Report 2000, p. 452. As
alegações da utilização de minas pelas
milícias pró-indónésias durante os combates de 1999
parecem não serem fundadas. Ver Landmine Monitor Report 2001, p.
592. [4] Interview with João Freitas de
Camera, Director, e Michel Vanwolt, Conselheiro legal e Divisão de
Tratados, Departamento dos Negócios Estrangeiros, Dili, Timor Leste, 20
de Março de 2002. [5] “Defusing
potential danger: UNTAET on the lookout for unexploded ammunition,” Tais
Timor, Vol. I.I, No 6, 1–14 Maio de
2000. [6] Ver Landmine Monitor Report 2001,
pp. 592-593.